Drogaria Modelo · duas lojas

Manual do MedCoreFlex

Tela a tela, o que cada número significa, o que cada botão faz e por que o sistema recusa algumas coisas. Escrito para a farmácia inteira — do caixa que abre a gaveta às sete e meia ao dono que confere a margem no fim do mês.

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Antes de tudo: quem faz o quê

O sistema não esconde telas por capricho. Cada pessoa vê o que precisa para o trabalho dela, e o que ela não vê costuma ser aquilo que, se alguém mexer por engano, dá trabalho sério para desfazer — ou não dá para desfazer.

Operador de caixa

Vende, recebe, abre e fecha o próprio caixa. Não mexe em preço, não apaga venda, não vê o resultado da loja.

Balconista

Tudo do caixa, mais consulta de estoque, cadastro de cliente e lançamento de pedido de entrega.

Farmacêutico responsável

Libera receita, responde pelo SNGPC e pelos serviços que exigem formação — aplicação de injetável, vacina, teste rápido.

Gerente

Compra, ajusta preço dentro do teto, autoriza desconto acima do limite do balconista, confere o fechamento do caixa.

Dono / administrador

Enxerga as duas lojas, cadastra usuário, define permissão e lê a auditoria. É o único que circula entre lojas sem vínculo explícito.

Uma regra atravessa o sistema inteiro

Quando a configuração está incompleta, o sistema nega em vez de liberar. Um usuário criado sem nenhuma loja marcada não enxerga loja nenhuma — não é defeito, é o desenho. Para alguém circular entre as filiais, é preciso marcar as lojas dele, ou conceder a permissão loja.todas, de propósito, em Administração › Usuários.

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Entrar no sistema

  • Todo mundo
Tela de entrada, com campo de CPF ou e-mail, campo de senha e botão Entrar.
A tela de entrada. O acesso é pessoal: cada pessoa tem o seu.

Entra-se com CPF ou e-mail e senha. O CPF pode ser digitado só com números; o sistema formata sozinho.

CPF ou e-mail
O mesmo cadastro serve para o site e para o aplicativo. Se a pessoa trocou de e-mail, o CPF continua funcionando.
Loja ativa
Depois de entrar, aparece no canto superior esquerdo. Quem trabalha em mais de uma loja troca ali, e tudo o que a tela mostra passa a ser daquela loja — estoque, caixa, preço.

Pode

  • Usar o mesmo login no computador do balcão e no celular.
  • Ficar logado o dia inteiro: a sessão se renova sozinha enquanto há uso.

Não pode, e por quê

  • Emprestar o login. Toda venda, todo desconto e toda sangria ficam gravados com o nome de quem estava logado. Emprestar a senha é assumir o que o outro fizer.
  • Um login genérico de "caixa". Sem saber quem operou, a auditoria não serve para nada e a diferença de caixa não tem dono.
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Painel

  • Dono
  • Gerente
  • Farmacêutico
Painel com cartões de vendas do dia, ticket médio, margem, faturamento do mês, alertas de lote vencido e ruptura, gráfico dos últimos 14 dias e entregas em andamento.
A primeira tela de quem administra. Atualiza sozinha a cada minuto.

O painel responde três perguntas nesta ordem: como foi hoje, o que está queimando agora e estamos melhorando ou piorando.

Os cartões de cima

Vendas hoje
Soma das vendas finalizadas no relógio da loja, não no relógio do servidor. A comparação embaixo é com ontem, não com a média: o dono do balcão pensa em "melhor ou pior que ontem", e média de trinta dias esconde a segunda-feira fraca.
Ticket médio
Valor dividido pelo número de cupons. Numa farmácia de rua ele fica entre R$ 60 e R$ 75. Subiu muito de repente? Costuma ser venda de dermocosmético ou aparelho, não aumento de movimento.
Margem hoje
Venda menos custo médio do que saiu. A porcentagem embaixo é sobre a venda. Margem caindo com venda estável quase sempre é desconto demais — cruze com o relatório de desconto por operador.
No mês
Acumulado do mês corrente, com a margem em reais. É o número que o contador vai pedir.

A faixa de alertas

Lotes vencidos
Produto com validade passada ainda contando no saldo. Não some sozinho: alguém precisa dar baixa por ajuste, com motivo. Enquanto não der, o valor do estoque está inflado.
Abaixo do mínimo
Itens em risco de ruptura, comparando o saldo com o mínimo cadastrado. É a lista que vira pedido de compra.
Entregas atrasadas
Pedidos há mais de 45 minutos na rua. Clicar abre a central de delivery já no pedido.

Os gráficos

Últimos 14 dias
Faturamento por dia, com a margem em linha tracejada. As duas linhas devem andar juntas; quando a de cima sobe e a de baixo não acompanha, vendeu-se mais barato.
Movimento de hoje
Faturamento por hora, no horário da loja. É o gráfico que decide escala: se o pico é às 11h e às 18h, não adianta reforçar o balcão às 15h.
Ano a ano
Compara o mesmo mês de anos diferentes. Só fica útil depois do primeiro ano de uso.
Aba de comparação anual do painel, mostrando as séries mensais de cada ano.
A aba 3 anos abre a comparação mês a mês entre exercícios.
Balcão

PDV — frente de venda

  • Operador de caixa
  • Balconista
  • Farmacêutico
Tela de venda com três itens lançados, quantidades, preços unitários, subtotal e total de R$ 98,70.
Venda montada. O total fica grande à direita de propósito: é o número que o cliente pergunta.

A tela foi feita para funcionar sem mouse. O leitor de código de barras se comporta como teclado — bipa e manda Enter —, então o campo de busca fica sempre pronto para receber.

As teclas

F2Volta o cursor para a busca, a qualquer momento.
F4Identifica o cliente (CPF, nome ou telefone).
F8Desconto — só aparece para quem tem permissão.
F10Abre o pagamento. Só funciona com itens na venda.
↑ ↓Navegam pela lista de resultados da busca.
EnterInclui o item selecionado.
EscFecha o que estiver aberto.

O que a tela mostra

Conectado · 500 nº
No topo. Conectado quer dizer que o sistema está falando com o servidor. O número ao lado é a reserva de numeração para vender offline: se a internet cair, a venda continua e sobe depois. Quando essa reserva encolhe, peça uma nova faixa antes que acabe.
Cliente · Identificar (F4)
Sem cliente identificado não existe crediário, convênio nem histórico de compra. Para venda de controlado a identificação é obrigatória.
Coluna Qtd.
Editável. Trocar a quantidade recalcula o item e o total na hora.
Unit. e Total
O unitário vem da tabela de preço daquela loja. A filial pode ter preço diferente da matriz, e é normal.
Caixa fechado
Faixa vermelha avisando que não há sessão aberta neste terminal. Dá para montar a venda, mas não para finalizar. O link Abrir o caixa leva direto à tela certa.
Tela de pagamento do PDV, com as formas disponíveis e o valor a receber.
Pagamento (F10). Aceita mais de uma forma na mesma venda.

Pode

  • Dividir o pagamento: parte no Pix, parte no cartão, parte em dinheiro.
  • Vender com a internet caída — a venda sobe sozinha quando voltar.
  • Dar desconto até o limite do perfil. Acima disso, o sistema pede autorização de supervisor em vez de simplesmente recusar.

Não pode, e por quê

  • Finalizar sem caixa aberto. Venda sem sessão não tem onde ser conferida no fim do dia, e a diferença apareceria sem dono.
  • Fechar com o pagamento diferente do total. A tolerância é de um centavo, para arredondamento. Acima disso o caixa não fecharia à noite e ninguém saberia por quê.
  • Vender controlado ou antibiótico sem receita vinculada. Não é o sistema sendo chato: é o que o livro do SNGPC e a Portaria 344 exigem, e é o que a fiscalização confere.
  • Vender acima do preço máximo ao consumidor. O teto da CMED está gravado por produto e por estado. O sistema recusa antes de gravar — ver Preços.
  • Mandar o preço pela tela. O valor sempre vem da tabela do servidor. Preço digitado à mão entra como preço manual e fica marcado assim para a auditoria.
Balcão

Caixa

  • Operador de caixa
  • Gerente
Tela de caixa, com a sessão aberta, fundo de troco, movimentos e as ações de sangria e fechamento.
Uma sessão por terminal. Enquanto ela está aberta, o terminal vende.

O caixa é a ponte entre o que o sistema diz e o dinheiro que está na gaveta. Abre-se de manhã declarando o fundo de troco, e fecha-se à noite contando o que sobrou.

Fundo de troco
O dinheiro que já estava na gaveta antes da primeira venda. Se for declarado errado, a diferença aparece no fechamento e parece falta de dinheiro.
Sangria
Retirada de dinheiro da gaveta para o cofre, durante o expediente. Faz-se quando o dinheiro passa do limite combinado — na Drogaria Modelo, R$ 600. Reduz o que se perde num assalto e o que se erra na conferência.
Suprimento
O contrário: colocar troco na gaveta no meio do dia.
Iniciar fechamento
Trava novas vendas naquele terminal e mostra o que o sistema espera encontrar. A contagem física é feita depois de travar — contar com o caixa vendendo não fecha nunca.
Diferença
Contado menos esperado. Diferença pequena acontece; diferença sempre do mesmo sinal, no mesmo turno, é padrão, não acaso.

Pode

  • Cancelar um fechamento iniciado por engano e voltar a vender.
  • Fechar com diferença — o sistema registra o valor e quem fechou.
  • Trabalhar com vários caixas na mesma loja, cada um com sua sessão.

Não pode, e por quê

  • Duas sessões abertas no mesmo terminal. O banco impede. Duas sessões significariam duas contagens para uma gaveta só.
  • Apagar uma sangria. Movimento de caixa é registro financeiro: corrige-se com um movimento no sentido contrário, nunca apagando.
  • Fechar o caixa de outra pessoa sem que ela saiba. Fica gravado quem fechou, e a diferença passa a ser responsabilidade de quem contou.
Balcão

Devoluções e trocas

  • Gerente
  • Balconista com permissão
Tela de devolução, com busca pelo número do cupom e campo de motivo.
Começa pelo número do cupom. Sem a venda de origem não há devolução.
Número da venda
Está impresso no cupom. Trazendo a venda, aparecem os itens e a quantidade ainda passível de devolução.
Motivo
Obrigatório e em texto livre — "cliente comprou errado", "reação". É o que permite descobrir depois se o problema é de um produto, de um fornecedor ou de orientação no balcão.
Retorna ao estoque
Marcado, o produto volta ao saldo. Desmarcado quando o item não pode ser revendido — embalagem violada, termolábil que ficou fora da geladeira.
Forma de restituição
Dinheiro, estorno no cartão ou crédito com a farmácia.

Pode

  • Devolver parte da venda: um item de três, ou uma caixa de duas.
  • Trocar por outro produto, gerando uma venda nova ligada à original.

Não pode, e por quê

  • Devolver mais do que foi vendido. O sistema controla o saldo devolvido por item.
  • Devolver medicamento ao estoque por decisão do balcão. A RDC 44/2009 não admite revenda de medicamento que saiu da farmácia, salvo hipóteses específicas: deixe a caixa desmarcada e registre a perda.
Balcão

Cancelamentos

  • Gerente
  • Dono
Tela de cancelamento de venda, com campo para o número do cupom e justificativa.
Cancelamento é pedido e avaliado — não é um botão de apagar.

Cancelar é diferente de devolver. Devolução é o cliente trazendo o produto de volta depois. Cancelamento é a venda que não deveria ter existido — o operador bipou errado e o cliente desistiu ali mesmo.

Número do cupom
Identifica a venda a cancelar.
Justificativa
Obrigatória. Vai junto para o pedido de cancelamento da nota fiscal, e é o que o fisco lê.
Fila de cancelamentos
Cada pedido fica visível com quem pediu, quando e por quê, até alguém com permissão avaliar.

Nota fiscal já emitida tem prazo

A NFC-e só pode ser cancelada dentro da janela que a Sefaz permite (em regra, 30 minutos após a autorização). Passou disso, o caminho não é o cancelamento: é a devolução, que gera o documento próprio.

Estoque

Estoque

  • Todo mundo consulta
  • Gerente ajusta
Aba Posição do estoque, com valor em estoque, itens com saldo, abaixo do mínimo, vencidos, e a tabela de produtos com lote, validade e custo médio.
Aba Posição: a fotografia do que existe hoje na loja ativa.

Os quatro números do topo

Valor em estoque
Saldo × custo médio — o que a farmácia tem parado, a preço de compra, não de venda. É o número que o contador usa e o que o dono compara com o dinheiro em caixa.
Itens com saldo
Quantos produtos diferentes têm ao menos uma unidade.
Abaixo do mínimo
Risco de ruptura. Vem do mínimo cadastrado por produto e por loja, que o sistema calcula pela cobertura em dias sobre a venda média.
Vencidos · 30 dias
Dois números: lotes já vencidos e lotes que vencem no próximo mês. O segundo ainda dá tempo de girar com promoção; o primeiro já é perda.

As abas

Pesquisar
Busca rápida por nome, código de barras ou princípio ativo.
Posição
A tabela completa, com local, saldo, reservado, próxima validade e custo médio. Kardex em cada linha abre a ficha de movimentação daquele produto: toda entrada e toda saída, com data, documento e quem fez.
Validade
Os lotes ordenados por vencimento. É a lista que se leva para a gôndola na conferência de validade.
Locais
O endereçamento da loja: gôndola, balcão, depósito, geladeira, cofre. Cada local pode ser marcado como refrigerado (2 a 8 °C) — e aí só produto termolábil entra, e ele só pode ficar ali — ou sob chave, que a Portaria 344 exige para as listas A e B.
Aba Validade, listando lotes por data de vencimento com destaque para os vencidos.
Aba Validade. O número ao lado do nome da aba é a contagem de lotes na lista.

Por que a venda puxa sempre o lote mais velho

O sistema separa por FEFO — sai primeiro o que vence primeiro, não o que chegou primeiro. Por isso, ao vender três caixas, o cupom pode mostrar dois lotes diferentes: acabou o mais curto e entrou o seguinte. Está certo.

Pode

  • Ajustar saldo para bater com a contagem — sempre com motivo.
  • Ter o mesmo produto em dois locais: balcão para venda, depósito para reposição.

Não pode, e por quê

  • Apagar uma movimentação de estoque. O saldo de hoje é a soma de tudo o que já aconteceu; apagar uma linha do meio faria o número bater sem que ninguém soubesse por quê. Corrige-se com um ajuste em sentido contrário.
  • Guardar termolábil fora da geladeira, nem "só por hoje". O local recusa o produto.
  • Deixar lote vencido no saldo esperando alguém resolver. Ele continua sendo oferecido na venda e infla o valor do estoque.
Estoque

Produtos

  • Gerente
  • Farmacêutico
Ficha do produto Dipirona 500mg, com foto, preço, disponível, local no estoque, códigos de barras, registro MS e a lista de lotes com validade.
A ficha reúne, numa tela, tudo o que o balcão pergunta.

A tela abre vazia: é uma busca. Digite nome, código de barras, código interno ou princípio ativo — buscar por princípio ativo é o que resolve o "tem genérico disso?".

Tarjas e selos
Venda livre, tarja vermelha (exige receita), tarja preta (controlado, Portaria 344). O selo Genérico, Similar ou Referência aparece ao lado.
Disponível
Saldo na loja ativa, na unidade de venda (CX, UN, FR).
Local no estoque
Onde o produto está fisicamente. Trocar muda o endereço. Quando há mais de um, os demais aparecem embaixo.
Código de barras
Um produto pode ter mais de um, e é comum: o fabricante troca a embalagem e o código muda. Todos bipam.
Registro MS
O número do registro no Ministério da Saúde. É o que a fiscalização confere contra a embalagem.
Lotes em estoque
Cada lote com número, validade e quantidade. O selo Vencido em vermelho marca o que precisa sair do saldo.
Foto
Arraste uma imagem para subir. Vale o esforço: a foto aparece na busca do PDV e reduz erro de bipagem entre apresentações parecidas.
Estoque

Preços

  • Dono
  • Gerente
Tela de preços, com indicadores de produtos no recorte, limitados pelo PMC, abaixo do custo e sem custo médio, e o formulário de reajuste.
Reajuste em lote, com os riscos medidos antes de aplicar.

Aqui se reajusta preço de muitos produtos de uma vez — por categoria, por laboratório, por faixa de margem. Antes de aplicar, o sistema mostra o que vai acontecer.

Produtos no recorte
Quantos itens o filtro pegou. Confira antes de aplicar: é fácil selecionar a farmácia inteira sem querer.
Limitados pelo PMC
Produtos cujo reajuste bateu no teto da CMED e ficou travado no máximo permitido. Não é erro — é a lei. O preço vai até o teto e para.
Abaixo do custo
Itens que ficariam sendo vendidos por menos do que custaram. Às vezes é proposital (isca de gôndola); quase sempre é engano.
Sem custo médio
Produtos que nunca tiveram entrada registrada, então não há como calcular margem. Entram pela entrada de nota.

PMC: o teto que não se negocia

Medicamento tem Preço Máximo ao Consumidor definido pela CMED, por produto e por estado — muda conforme a alíquota de ICMS. O MedCoreFlex guarda esse teto e recusa gravar preço acima dele, venha de onde vier: reajuste em lote, edição manual ou importação. Vender acima do PMC é infração sanitária, e a multa é da farmácia.

Pode

  • Preço diferente por loja. A filial de bairro nobre pode cobrar mais.
  • Preço promocional com data de início e fim — ele volta sozinho ao normal.
  • Vender abaixo do custo, se for decisão consciente de quem tem permissão.

Não pode, e por quê

  • Passar do PMC. Explicado acima.
  • Reajustar sem olhar o recorte. Não há desfazer em lote: o histórico guarda o preço anterior de cada item, mas voltar é item a item.
Estoque

Entrada de nota

  • Gerente
  • Estoquista
Tela de entrada de nota, com a área para colar o XML da NF-e do fornecedor.
A mercadoria entra pelo XML da nota, não digitada à mão.

Cole o XML da NF-e que o fornecedor mandou. O sistema lê os itens, os lotes e as validades, e monta a entrada. Digitar nota à mão é onde nasce a maior parte dos erros de custo.

Vincular item
O código do fornecedor quase nunca é o seu. Na primeira nota você liga um ao outro; nas próximas ele entra sozinho.
Lançar
Confirma a entrada: soma o saldo, recalcula o custo médio e gera o título a pagar. Depois de lançada, a nota não se edita.

O custo médio só anda para frente

Cada entrada recalcula o custo médio misturando o que já havia com o que chegou. Ele nunca é recalculado para trás — se fosse, margem, DRE e comissão de meses já fechados mudariam sozinhos. Por isso vale conferir o custo antes de lançar.

Estoque

Conferência

  • Estoquista
  • Gerente
Tela de conferência de mercadoria recebida, com notas pendentes e divergências.
Confere-se o que chegou na caixa contra o que veio na nota.

A nota diz o que o fornecedor faturou. A conferência diz o que de fato chegou. Quando os dois números diferem, quem paga a diferença é a farmácia — a menos que ela esteja registrada.

Pendentes
Notas lançadas e ainda não conferidas.
Contar item
Bipe ou digite a quantidade recebida, item a item.
Divergências
O que veio a mais ou a menos. É o documento da reclamação junto ao fornecedor.
Finalizar
Encerra a conferência. Sem finalizar, a nota fica aparecendo como pendente para sempre.
Estoque

Inventário

  • Gerente
  • Dono aprova
Tela de inventário, com a lista de contagens e seus status.
Contagem física, comparada com o saldo do sistema.
Novo inventário
Pode ser geral ou de uma parte só — uma categoria, um setor, os controlados. Inventário parcial frequente funciona melhor que o geral anual.
Contar
Lança-se a quantidade encontrada. O sistema não mostra o saldo esperado durante a contagem, de propósito: ver o número antes influencia quem conta.
Divergências
A diferença entre contado e esperado, item a item, com o valor em reais.
Aprovar
Só depois de aprovado o saldo do sistema é corrigido. É uma decisão de quem responde pelo estoque, não de quem contou.
Aba de conferência do inventário, com as divergências encontradas.
A aba Conferência concentra o que não bateu.
Estoque

Transferências

  • Gerente
Tela de transferências entre lojas, com os envios e seus status.
Mercadoria saindo de uma loja e entrando na outra, com rastro.

Uma loja com excesso manda para a que está em ruptura. A transferência tem dois lados: saída na origem e entrada no destino, e o estoque fica "em trânsito" entre um e outro — que é onde a mercadoria realmente está enquanto a moto não chega.

Pode

  • Transferir lote a lote, preservando validade no destino.
  • Recusar no recebimento o que não chegou, gerando divergência.

Não pode, e por quê

  • Dar entrada no destino sem saída na origem. Seria criar estoque do nada, e o total das duas lojas deixaria de fechar.
Comprar

Compras

  • Dono
  • Gerente
Tela de compras, com a sugestão de pedido e a curva ABC.
A sugestão parte do que vendeu, não do que faltou na prateleira.
Sugestão de pedido
O sistema cruza venda média, saldo, mínimo e cobertura em dias, e propõe a quantidade. É ponto de partida: quem conhece a rua ajusta.
Curva ABC
Ordena os produtos pela participação no faturamento. Os A são poucos itens que respondem pela maior parte do dinheiro — são eles que não podem faltar. Faltar um item C custa pouco; faltar um A manda o cliente para a concorrente.
Pedidos
Os pedidos emitidos e seus status, até virarem nota de entrada.
Aba de pedidos de compra, listando os pedidos em aberto.
Aba Pedidos, com a contagem no próprio rótulo.
Comprar

Cotações

  • Dono
  • Gerente
Tela de cotação, com a lista de cotações e o comparativo de preços entre fornecedores.
Uma lista de itens enviada a vários distribuidores, comparada lado a lado.
Nova cotação
Dê um nome que você reconheça depois — "Reposição quinzenal" serve melhor que "Cotação 47".
Respostas
O preço que cada distribuidor devolveu, item a item.
Economia
Quanto se ganha comprando cada item de quem ofereceu o melhor preço, comparado a comprar tudo de um só. É o número que justifica o trabalho de cotar.
Fechar
Transforma as melhores ofertas em pedidos de compra, um por fornecedor.
Comprar

Fornecedores

  • Gerente
Cadastro de fornecedores, com razão social, CNPJ e contatos.
Distribuidores e indústrias com quem a farmácia compra.

O cadastro liga a nota de entrada, o título a pagar e a cotação a um mesmo fornecedor. Sem ele não há como responder "quanto eu compro por mês de cada um" nem negociar prazo.

Atender

Clientes

  • Balconista
  • Farmacêutico
  • Gerente
Lista de clientes, com nome, CPF, telefone e ações.
Clique numa linha para abrir a ficha completa.
Limite de crédito / Disponível
Quanto o cliente pode levar no crediário e quanto ainda sobra. O disponível já desconta o que está em aberto.
Crediário em aberto
As parcelas ainda não pagas, com vencimento. É o que o balcão consulta antes de liberar mais uma compra fiada.
Histórico
As compras do cliente naquela loja. Serve para recompra ("o de sempre") e para conferir quando ele diz que comprou e não levou.
Perfil farmacoterapêutico
Alergias, condições de saúde e medicamentos de uso contínuo. É o campo que evita o erro grave: cliente alérgico a dipirona é a informação que o balconista precisa antes de sugerir.
Endereços
Com ponto de referência e coordenada. O endereço geocodificado é o que faz o pedido aparecer no mapa do delivery.

Dado de saúde é dado sensível

Alergia, condição e medicamento contínuo são dados pessoais sensíveis pela LGPD. Ficam no sistema para cuidar do cliente, não para vender lista. Todo acesso a esses campos fica registrado — ver LGPD.

Atender

Serviços farmacêuticos

  • Farmacêutico
  • Balconista agenda
Agenda de serviços farmacêuticos do dia, com horários, clientes e status.
A agenda do dia. Cada cor é um estado do atendimento.

Aferição de pressão, glicemia, aplicação de injetável, vacina, teste rápido, perfuração de lóbulo, orientação farmacêutica. A sala de serviços é hoje uma das partes mais rentáveis da farmácia, e a que mais depende de agenda.

Agendado
Marcado, ainda sem confirmação do cliente.
Confirmado
Cliente confirmou. Vale ligar na véspera: reduz falta pela metade.
Em atendimento
Acontecendo agora, na sala.
Concluído / Faltou
Marcar quem faltou não é burocracia: é o que mostra qual horário ou qual serviço tem mais ausência.
Catálogo
O que a farmácia presta, com duração e preço. Cada serviço diz se exige farmacêutico e se exige agendamento.
Evolução
As medições do cliente ao longo do tempo — pressão, glicemia. É o que transforma aferição solta em acompanhamento, e o que traz o cliente de volta todo mês.
Catálogo de serviços, com nome, tipo, duração, preço e as exigências de cada um.
Aba Catálogo: o que se oferece e sob quais condições.

Pode

  • Serviço gratuito — aferição de pressão costuma ser isca, e funciona.
  • Agendar pelo balcão, telefone, site ou aplicativo; a origem fica registrada.

Não pode, e por quê

  • Aplicar injetável ou vacina sem farmacêutico responsável. É exigência de conselho e de vigilância sanitária, e o sistema bloqueia o serviço marcado como exige farmacêutico.
Atender

Central de delivery

  • Balconista
  • Gerente
Quadro do delivery, com os pedidos por status e os indicadores de em andamento, atrasadas, a receber na porta e refrigerados.
Pedidos de balcão, telefone, WhatsApp e site no mesmo quadro. Atualiza sozinho a cada 30 segundos.

Os quatro indicadores

Em andamento
Tudo que já entrou e ainda não foi entregue, de "novo" a "em rota".
Atrasadas
Mais de 45 minutos desde a entrada do pedido. É o número que manda ligar para o cliente antes de ele ligar para a farmácia.
A receber na porta
Dinheiro que está com os entregadores, para cobrar na entrega. Confira contra o que volta no fim do turno.
Refrigerados
Pedidos com item termolábil. Têm prioridade na rota: insulina em bolsa quente é perda total e responsabilidade da farmácia.

As abas

Quadro
Os pedidos em colunas por status: novo, separando, pronto, com entregador, em rota, entregue.
Entregadores
Quem está em turno, quantos pedidos leva na mão e a carga da bateria do celular. Bateria baixa é aviso: sem celular, some a posição.
Ativação
Onde se cadastra o entregador e se gera o token de 12 caracteres que ele usa para entrar no aplicativo.
Mapa
Onde estão as motos e os pedidos, agora.
Relatórios
Tempo médio, entregas por entregador, atrasos.
Mapa da cidade com as motos dos entregadores e os pinos numerados dos pedidos, e a lista de entregadores ao lado.
Aba Mapa. Cada moto é um entregador com posição recente; cada pino numerado é um pedido. A posição é precisa e independe de bairro, cidade ou estado.
Aba de ativação de entregadores, com o cadastro e a geração do token de acesso ao aplicativo.
Aba Ativação: cadastro do entregador e geração do token.

O token só funciona no horário da loja

O código de 12 caracteres que o entregador usa para entrar no aplicativo só vale enquanto a loja está aberta, conforme o horário cadastrado em Lojas. Fora disso ele não entra — e não vê endereço de cliente nenhum. A única exceção é o entregador que já está com uma entrega em andamento quando a loja fecha: ele continua conseguindo concluir.

Pode

  • Priorizar um pedido; ele sobe na rota do entregador na hora.
  • Conversar com o entregador pelo chat do aplicativo — fica registrado.
  • Ligar para o telefone cadastrado do entregador direto do cartão do pedido.
  • Reemitir o QR do comprovante se o cliente apagou a mensagem.
  • Revogar o token de um entregador que saiu da equipe, na hora.

Não pode, e por quê

  • Mandar medicamento controlado por delivery. O sistema bloqueia no banco, não só na tela. Controlado exige receita retida e identificação do comprador no balcão.
  • Apagar o histórico de status de um pedido. Ele é o rastro da entrega: é o que prova onde o pedido estava e quando, se o cliente disser que não recebeu.
  • Reaproveitar o token de um entregador em outro. Cada token é de uma pessoa; é assim que se sabe quem esteve com o pedido.
Atender

WhatsApp

  • Dono configura
  • Balconista atende
Tela do WhatsApp da farmácia, com a configuração da conta e a fila de conversas.
O WhatsApp da farmácia, com as conversas dentro do sistema.

Cada farmácia usa a própria conta do WhatsApp Business — as credenciais são da loja, não do fornecedor do sistema. Conversa virada em pedido já entra no quadro do delivery com o cliente vinculado.

Situação
Se a conta está conectada e recebendo.
Fila
Conversas aguardando resposta, por ordem de espera.
Vincular pedido
Liga a conversa a um pedido de entrega, para o histórico ficar junto.
Dinheiro

Financeiro

  • Dono
  • Gerente
  • Financeiro
Tela financeira na aba A pagar, com o fluxo do mês e a lista de títulos.
Aba A pagar, com o fluxo do mês no topo.
A pagar
Títulos de fornecedor, aluguel, folha. Vêm em boa parte sozinhos, da entrada de nota.
A receber
O que foi vendido e ainda não virou dinheiro: cartão a compensar, crediário, convênio. Vender não é receber — a diferença entre as duas datas é o que aperta o caixa.
Banco
Contas bancárias e conciliação. Sobe-se o extrato e o sistema casa cada linha com o lançamento correspondente.
Cartões
O que a adquirente deve, por competência, com a taxa prevista. É aqui que se descobre taxa cobrada a mais.
Fluxo do mês
Entradas menos saídas, dia a dia. Mostra o dia em que o caixa aperta — normalmente o do vencimento dos distribuidores.
Aba A receber, listando os títulos em aberto com origem, vencimento e valor.
Aba A receber. O número no rótulo é a quantidade de títulos.
Aba Cartões, com o previsto por adquirente e a taxa.
Aba Cartões: previsto contra recebido, por competência.

Pode

  • Baixar um título parcialmente — o saldo continua em aberto.
  • Conciliar o extrato linha a linha, aceitando as sugestões do sistema.

Não pode, e por quê

  • Apagar um lançamento financeiro. Lançamento não se apaga nem se corrige: registra-se um estorno. Um extrato que muda para trás não pode ser conferido por ninguém — nem por você, no mês seguinte.
Obrigações

Fiscal

  • Dono
  • Contador
Tela fiscal, com a situação dos documentos, o certificado e as exportações.
Notas emitidas, certificado digital e arquivos para o fisco.
Situação
Se a emissão está funcionando. Quando a Sefaz cai, as vendas continuam e as notas ficam na fila — é aqui que se vê a fila crescer.
Documentos
As notas emitidas, com status e chave de acesso. Reemitir tenta de novo o que falhou.
Certificado
O certificado digital A1 da farmácia. Vence em um ano — o sistema avisa com antecedência, e vale marcar no calendário: sem certificado válido, não sai nota.
Exportações
Os arquivos que o contador pede. A prévia mostra o que vai sair antes de gerar.
Obrigações

SNGPC

  • Farmacêutico responsável
Tela do SNGPC, com os movimentos do livro, a conferência e os envios à Anvisa.
O livro de controlados. É desta tela que sai o que a Anvisa recebe.

Todo medicamento das listas da Portaria 344 que entra ou sai da farmácia gera um movimento no livro, e o livro é enviado à Anvisa. A responsabilidade é pessoal do farmacêutico responsável técnico.

Movimentos
Entradas e saídas de controlado, com receita, prescritor e comprador.
Conferir
Roda antes do envio e aponta o que está incompleto — receita sem prescritor, saída sem comprador. Corrija antes de enviar.
Preparar / Envios
Monta o arquivo do período e registra o protocolo que a Anvisa devolve. Guarde o protocolo: é a prova de que foi enviado.

O livro não se corrige apagando

O movimento do SNGPC é registro legal. O sistema recusa apagar ou alterar — quando alguém tenta, a mensagem diz o que fazer: registrar um movimento de acerto. Livro que se reescreve não prova nada, e é exatamente o que a fiscalização procura.

Obrigações

Contador

  • Dono
  • Contador
Tela com os arquivos e relatórios preparados para o contador.
O pacote do mês, pronto para enviar.

Reúne num lugar o que o escritório de contabilidade pede todo mês — notas de entrada e de saída, movimento por forma de pagamento, posição de estoque. Evita a troca de e-mails de sempre.

Obrigações

LGPD

  • Dono
  • Farmacêutico
Tela de LGPD com um cliente localizado, mostrando consentimentos e as ações disponíveis.
Busque pelo nome ou CPF do cliente para ver o que a farmácia tem sobre ele.

Farmácia trata dado de saúde, que a LGPD classifica como sensível. Esta tela existe para responder ao cliente que pergunta o que vocês guardam, e para atender quem pede para ser esquecido.

Consentimentos
O que o cliente autorizou e quando. Inclui o consentimento para receber mensagem de marketing — sem ele, não mande.
Acessos
Quem, dentro da farmácia, abriu a ficha daquele cliente. Existe porque curiosidade sobre a vizinha é o abuso mais comum em farmácia de bairro.
Exportar
Gera o arquivo com tudo o que a farmácia tem sobre o cliente, para entregar a ele.
Prévia da anonimização
Mostra o que some e o que fica antes de executar.
Anonimizar
Apaga a identificação e preserva o que a lei obriga a guardar — a venda e o movimento de controlado continuam existindo, sem nome.
Pendências
Solicitações de titulares aguardando resposta, com prazo.

Anonimizar não é apagar

A LGPD dá ao cliente o direito de ser esquecido, mas outras leis obrigam a farmácia a guardar a venda e o livro de controlados por anos. O sistema resolve as duas coisas: tira o nome e mantém o registro. Feita a anonimização, não há volta — por isso existe a prévia.

Administrar

Lojas

  • Dono
Cadastro de lojas, com endereço, licenças, horário de funcionamento e upload de logo.
Cada loja, com endereço, licenças e horário.
Logo ou nome
Suba o arquivo da logo da farmácia e ela passa a aparecer no alto de todas as telas. Sem logo, aparece o nome cadastrado — é um ou outro, nunca os dois.
Horário de funcionamento
Dia a dia, com abertura e fechamento. Não é enfeite: é o que libera o token do entregador.
AFE e licença sanitária
Autorização de Funcionamento (Anvisa) e licença da vigilância local, com validade. A licença vence todo ano e a renovação demora — o campo de validade existe para você não ser pego de surpresa.
Responsável técnico
O farmacêutico que responde pela loja.
Raio de entrega
Até onde a loja entrega, em quilômetros.
Coordenadas
Geocodificar acha a posição pelo endereço. É de onde a rota do entregador parte.
Administrar

Usuários e perfis

  • Dono
Lista de usuários, com nome, CPF, perfil e lojas vinculadas.
Quem tem acesso, com que perfil e em quais lojas.
Perfil
Um conjunto pronto de permissões. Mudar o perfil muda o que a pessoa vê e faz em todas as telas.
Lojas vinculadas
O campo mais importante desta tela. Usuário sem nenhuma loja marcada não acessa loja nenhuma.
Limite de desconto
Quanto a pessoa pode descontar sozinha, em porcentagem. Acima disso, o PDV pede autorização de supervisor.
Permissões sensíveis
Marcadas em separado — cancelar venda, anonimizar cliente, operar qualquer loja. São as que exigem decisão consciente.
Aba de perfis, listando os perfis do sistema e suas permissões.
Aba Perfis: dá para partir de um pronto e ajustar.

Pode

  • Criar perfis próprios — "balconista do turno da noite", com menos permissão.
  • Desativar um usuário sem apagá-lo, mantendo o histórico do que ele fez.

Não pode, e por quê

  • Apagar um usuário que já operou. As vendas dele ficariam sem dono. Desative.
  • Deixar "sem loja" achando que é "todas". É o contrário: sem loja é nenhuma. Para operar todas, marque as lojas ou conceda loja.todas.
Administrar

Auditoria

  • Dono
Tela de auditoria, com o registro de ações por usuário, data e entidade.
Quem fez o quê, quando, e o que o registro mostrava antes.

Toda alteração relevante fica gravada: preço mudado, venda cancelada, permissão concedida, ficha de cliente aberta. O filtro é por pessoa, por período ou pelo registro afetado.

A auditoria não se apaga

Nem pelo dono, nem por quem administra o banco. Um registro de auditoria que alguém pode apagar não serve como registro de auditoria — é o único jeito de ele significar alguma coisa numa discussão.

Administrar

Consolidado

  • Dono
Tela consolidada, comparando as lojas em faturamento, margem e ticket.
As duas lojas lado a lado, no mesmo período.

Compara faturamento, margem e ticket entre as lojas, em 7 dias, 30 dias, 90 dias ou 12 meses. Diferença de ticket entre filiais costuma ser mix de produto, não esforço de equipe — confira a curva ABC de cada uma antes de cobrar alguém.

Consolidado no recorte de 12 meses.
Recorte de 12 meses, onde a sazonalidade aparece.
Referência

O que nunca se apaga

Sete tabelas do MedCoreFlex são somente-inserção. Não é rigidez: cada uma é um registro que perde todo o valor se puder ser reescrito. Quando alguém tenta alterar ou apagar, o sistema recusa e diz o que fazer no lugar.

Auditoria Não há correção. Serve justamente para não poder ser mexida.
Consentimento LGPD Registre um novo consentimento ou uma revogação.
Lançamento financeiro Registre um estorno.
Movimentação de estoque Registre um ajuste em sentido contrário, com motivo.
Status de entrega Acrescente o novo status; o anterior fica.
Livro do SNGPC Registre um movimento de acerto.
Ponto (registro de jornada) Registre a correção como novo apontamento.

A regra por trás disso: o passado é o que aconteceu, e o presente é a soma do passado. Um saldo que fecha porque alguém apagou a linha errada é um saldo que ninguém consegue explicar seis meses depois — inclusive quem apagou.